O Aipim, conviva frequente nas mesas dos descendentes
teutônicos no Vale do Itajaí, e também convidado à mesa de outros habitantes destas
vilas por ser reconhecidamente uma excelente companhia nas aventuras
gastronômicas, foi recentemente flagrado flertando descaradamente com as
bactérias que transitam pelo trato gastrintestinal, especialmente após o
almoço, para aquela caminhada merecida após a refeição.
Acontece que o Sr. Aipim, rico fornecedor de calorias para
as mitocôndrias residentes nas avenidas celulares, também anda fornecendo grandes
quantidades de amido resistente às bactérias que moram na via intestinal. O
fornecimento de amido resistente em grandes quantidades é ilegal, sendo
permitido apenas para consumo próprio. O problema com o grande fornecimento de
amido resistente à ação da amilase é que ele acaba sendo fermentado pelas
bactérias, essas safadas, liberando gases indesejáveis na via intestinal. O
trânsito fica complicadíssimo !
Dizem as beatas de plantão que até o Sr. Feijão, o Sr.
Brócolis e o Dr. Repolho andaram flertando com os enterococos, e que a Srta.
Lentilha, a Sra, Passas (quem diria), a Srta. Banana-verde e a Sra. Couve-Flor
também costumam passar por alí, na calada da noite, pera flertar com os bastonetes
gram-negativos.
Os vizinhos já ameaçaram produzir um abaixo assinado
reclamando do mau-cheiro.