terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Novo grupo rebelde realiza ataque terrorista ao pâncreas!


            O grupo que era responsável por agir em defesa do organismo agora ataca impiedosamente o pâncreas. O crime segue sem punição.

Descobriu-se na noite desse último sábado (01/12/2012) que um grupo rebelde de linfócitos do sistema imune passou a produzir anticorpos que, não se sabe ainda a razão, passaram a atacar violentamente o pâncreas!
Segundo o nosso repórter de plantão, a coisa foi realmente feia! Os linfócitos começaram a alegar, de uma hora para outra, que o pâncreas era um intruso, um invasor, um antígeno tremendamente maléfico que deveria ser combatido. Assim, incitaram anticorpos (anti-insulina, anti-ilhotas pancreáticas e anti-células beta pancreáticas) contra o pâncreas. Estes, por sua vez, começaram a detonar as células beta pancreáticas. Coitado do nosso amigo pâncreas, logo ele que sempre esteve ali, quietinho, abaixo do estômago, próximo ao duodeno, repousando sob a 2ª vértebra lombar... sempre produzindo insulina... Uma lástima! 





Tudo indica que se o ataque continuar nesse ritmo logo logo, as células beta deixarão de produzir insulina! Isso será o caos companheiros pois como todos sabemos, é esse o hormônio responsável por estimular os genes que produzem as enzimas da glicólise. Sem a glicólise, que é a quebra da glicose gerando ATP (adenosina trifosfato), as células não terão energia! Será um verdadeiro apagão energético nesse corpinho!
A única solução, segundo diversos especialistas, é a intervenção! O chefe do departamento de defesa humoral, que não é a professora Tati, mas sim o Sr. Linfócito B relatou-nos que suas tropas não poderão combater esse grupo de linfócitos rebeldes. Diz ele que tal ataque vai contra o sistema, sendo um ato desonesto e que ele não será nenhum Brutus. E não importa o que se fale! Pois bem, a única solução é recorrer aos meios externos.  
Quando casos de rebeldia como esse ocorrem, recebem a denominação de Diabetes Mellitus tipo 1 e tornam-se necessárias aplicações subcutâneas diárias de insulina. Só assim é possível controlar os níveis de glicose no sangue (glicemia) evitando complicações tais como: retinopatia, angiopatia, doença renal, neuropatia, proteinúria, hiperlipemia e cetoacidose diabética.




Susane da Silva

Fonte: Revista Super Interessante, Edição Especial: Os Maiores Mistérios da Medicina. Editora Abril. Maio/2010.


Um comentário: