quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Urinoterapia


Você pensa que já viu de tudo nesta vida? Pois bem, a raça humana tem o dom de nos surpreender todos os dias, portanto vamos logo ao assunto, vamos falar de Urinoterapia!




                Sim, é exatamente isto que você esta pensando. A urinoterapia consiste na prática diária da ingestão de urina, ou seja, todo o dia de manhã (sabe-se lá Deus porque) muitos indivíduos de inúmeras culturas (sabe-se lá de onde) bebem, em media, um “delicioso” copo de sua própria urina.
                Por mais nojento que pareça, a urina já foi considerada uma bebida saudável e da moda por diferentes civilizações durante séculos. Os celtas faziam gargarejo com xixi para branquear os dentes; os indianos apontam a urinoterapia como solução pratica para muitas doenças. O famoso escritor JD Salinger (“O apanhador no campo de centeio”.) e o ex primeiro ministro da Índia (Morarji Dasei) eram fervorosos adeptos de tal prática, sendo que, o último fez uma adorável aparição em um canal de TV estadunidense (CBS) para defender este habito.
                Ainda assim, beber nossa própria urina (embora eu acredite que nenhum leitor terá a brilhante ideia de testar) não trás nenhum benefício conhecido para a saúde visto que o xixi é composto de 95% de água. Os 5% restantes representam excessos de eletrólitos, como sódio, cloreto e potássio e por vezes algumas toxinas adicionais (que só se tornam nocivas quando ingeridas em excesso).
                Os eletrólitos são responsáveis pela condução elétrica de algumas de nossas células, mas seu excesso extrai água das mesmas, desidratando-as.  Muito potássio, por sua vez, pode acarretar um ataque cardíaco.
Mas para mim, o melhor pressuposto é: para que diabos ingerir uma coisa, visto que seu corpo esta querendo, conscientemente, se livrar dela? O manual de sobrevivência do exercito dos EUA, vou repetir: o MANUAL DE SOBRÊVIVENCIA DO EXERCITO DOS EUA, inclui urina na lista de “não beba”.
Entretanto muitos pesquisadores como a indiana Ratree Cheepudomwit (do departamento de desenvolvimento da medicina tradicional e alternativa) estudou 250 membros do movimento budista tailandês Santi Asoke e afirmou: “Destes, 87% relatavam efeitos benéficos, como eliminação de rugas, cabelos brancos e problemas de sinusite e mesmo a cura de câncer”.
Minha querida Ratree, não quero menosprezar seu árduo trabalho, mas vou continuar com minhas rugas, cabelos brancos e sinusite, sinto-me muito mais confortável com elas do que com a ideia de beber minha própria urina.
Sei que já dissertei mais do que deveria mas eu não poderia deixar de mencionar isso: Conheça a mais nova forma de perder peso. Injeções de urina (afinal, pra que beber se você pode injetar?!). uma adepta, Sheryl Palone, afirma ter perdido 20 quilos apenas utilizando estas injeções milagrosas. Mas uma vez eu me reporto, senhora Sheryl Palone, fico muito feliz por você, mas eu prefiro continuar gorda.



Att. Eduarda Mohr.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

O Aipim foi flagrado flertando com as bactérias no trato gastrintestinal


   O Aipim, conviva frequente nas mesas dos descendentes teutônicos no Vale do Itajaí, e também convidado à mesa de outros habitantes destas vilas por ser reconhecidamente uma excelente companhia nas aventuras gastronômicas, foi recentemente flagrado flertando descaradamente com as bactérias que transitam pelo trato gastrintestinal, especialmente após o almoço, para aquela caminhada merecida após a refeição.

Acontece que o Sr. Aipim, rico fornecedor de calorias para as mitocôndrias residentes nas avenidas celulares, também anda fornecendo grandes quantidades de amido resistente às bactérias que moram na via intestinal. O fornecimento de amido resistente em grandes quantidades é ilegal, sendo permitido apenas para consumo próprio. O problema com o grande fornecimento de amido resistente à ação da amilase é que ele acaba sendo fermentado pelas bactérias, essas safadas, liberando gases indesejáveis na via intestinal. O trânsito fica complicadíssimo !

Dizem as beatas de plantão que até o Sr. Feijão, o Sr. Brócolis e o Dr. Repolho andaram flertando com os enterococos, e que a Srta. Lentilha, a Sra, Passas (quem diria), a Srta. Banana-verde e a Sra. Couve-Flor também costumam passar por alí, na calada da noite, pera flertar com os bastonetes gram-negativos.

Os vizinhos já ameaçaram produzir um abaixo assinado reclamando do mau-cheiro.